Comprar produtos com base apenas em bons descontos já não funciona. Além de ocupar as prateleiras com itens que não giram ou canibalizam as vendas, torna o fluxo de caixa negativo. As duas situações não são nada boas para o negócio.
Embora uma empresa saudável seja uma combinação do bom funcionamento de todas as suas áreas, em um supermercado – cuja atividade principal é a compra e venda de mercadorias – o departamento comercial é uma das principais peças dessa engrenagem. As decisões tomadas ali, sejam elas corretas ou não, têm impacto direto nos resultados. O problema é que acertar está cada vez mais difícil em um mercado cuja complexidade aumenta diariamente. Velhas práticas precisam dar lugar a novas formas de agir. Mas a pressão impede uma análise mais criteriosa e faz com que erros se repitam.
É sobre esse contexto que empresários, diretores, gerentes e até compradores precisam refletir. Olhar para os processos e adaptálos à nova realidade das empresas e do mercado é mais do que uma necessidade. O exemplo clássico é a busca por volume. Em uma negociação, essa é a chave para conseguir bons descontos, mas se as vendas ao consumidor não absorverem rapidamente a quantidade adquirida, o barato pode sair caro. As consequências disso são estoques abarrotados e prejuízo financeiro com mercadorias que não giram. No outro extremo, uma compra inferior ao consumo das lojas acarreta ruptura.
Pesquisas que levaram a este artigo:
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