Ford Corcel GT - A historia de um mito - Grandes carros antigos

Ford Corcel GT – A historia de um mito – Grandes carros antigos

 

Um ano depois do lançamento do compacto Corcel, em 1969, a Ford percebeu a oportunidade de ampliar a família e se aproximar do público que sonhava com mais esportividade. Sonhar é um termo bastante adequado, pois a versão GT muito mais sugeria que propriamente entregava, em termos de desempenho. Carburador Solex de corpo duplo, válvulas maiores, novos coletores de admissão e escape elevavam a potência do quatro-cilindros e 1,3 litro de 68 para 80 cv. Não é nada, não é nada, eram 12 cavalinhos de reforço para aumentar o ânimo da tropa.

O GT diferia dos demais cupês da linha Corcel por ter faixa negra na grade, capô, laterais e traseira, faróis de milha e bancos reclináveis. Vinha com teto de vinil e painel completo. O volante era o do Willys Itamaraty, mas com um aro da buzina imitando madeira e distintivo GT. A cor do estofamento variava com a cor do carro – preto, marrom-claro ou vermelho. Rádio de cinco faixas, ventilador, cintos de segurança e pneus com faixa branca eram opcionais.

Com os 940 kg, o GT pesava até mais que a versão sedã. A suspensão, especialmente em trânsito urbano, mereceu adjetivos como “esplêndida” e “perfeita” de Expedito Marazzi no primeiro teste de QUATRO RODAS com o GT, em agosto de 1969. “Arranca rápido quando abre o sinal, breca fácil, tem direção macia (e fi rme nas altas velocidades), permitindo manobrar sem dificuldade para estacionar e enfrentar o trânsito.” Freios e nível de ruído também agradaram. Para Marazzi, ou a Ford devia chamar o carro de cupê de luxo personalizado ou devia dar-lhe um motor mais forte. Os números, 138,53 km/h de máxima e 0 a 100 km/h em 18 segundos alcançados no teste, mostravam que ele não estava de má vontade.

Nas fotos, vemos o Corcel GT do médico Sérgio Minervini. A maior satisfação do dono é o carro ter sido fabricado no primeiro dia de produção. “No começo eram feitos 30 por dia, o meu é o de número 29.” A pintura é original. O ex-proprietário, o primeiro do GT, colocava óleo ou graxa em partes do motor, caixas de roda, nos cantos do porta-malas, entre outras. Com cerca de 60 000 km, o GT só precisou de revisão de motor e freios, cromagem do para-choque traseiro e pintura das rodas. O ex-dono ainda doou várias peças de reposição.

Para 1971, o capô do GT ganhou ressalto central com tomada de ar e era todo preto. Os faróis de milha vinham integrados à grade. As faixas laterais ficaram mais curtas e ganharam um ornamento cromado nos para-lamas traseiros, sugerindo uma saída de ar. As lanternas retangulares duplas lembravam as do Mustang. Motor mais potente, só em 1972. Com 1,4 litro e 85 cv, já fazia ultrapassagens em quarta. Em 1973, frente e traseira foram redesenhadas, assim como as faixas negras no capô liso e nas laterais. Os faróis eram mais fundos, as lanternas retangulares e o volante com raios em forma de cálice.

Comparado ao VW Passat TS e ao Chevrolet Chevette GP em agosto de 1976, o Ford ficou em segundo ao acelerar de 0 a 100 km/h em 18,62 segundos e em último na velocidade máxima, 137,9 km/h. O Passat venceu o desafi o com folga. Para 1978, o novo Corcel II GT não trouxe mudanças mecânicas radicais. Ele abriria caminho para o Escort XR3 nos anos 80. Se o Corcel GT só foi esportivo na aparência, ao menos ele foi o mais rápido ao inaugurar o segmento das versões esportivas de compactos nacionais.

Pesquisas que levaram a este artigo:

  • CARRO CORCEL GT
  • historia corcel 1 gt
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2 comments on “Ford Corcel GT – A historia de um mito – Grandes carros antigos
  1. welton says:
    kra eu discordo dessas matérias da quatro rodas eu tenho 19 anos, e tenho um ford corcel gt 1976, e sinceramente os jornalistas de quatro rodas não sabiam e pelo jeito ainda nem acelerar carros, sei disso pq eu vi uma matéria de testes de carros esportivos do ano de 70 ou 71 se não me engano, onde Colin Chapman e Emerson fitipaldi testam: opala SS, dodge charger RT, corcel GT, puma, e vw TL, veja bem, colin chapman com corcel gt só conseguiu atingir 132km/h enquanto que emerson fitipaldi cravou 142km/h, lembrando que esse foi o primeiro corcel gt ou seja o 1.3 de 80 cv, o mesmo aconteceu com os outros carros emerson sempre atingia mais que colin, o que eu quero dizer é que esses jornalistas eram ruins de mais, eu por exemplo no 0 a 100km/h eu já cronometrei 15s com aparelho, e uma vez eu quase levei uma multa da policía rodoviaria na castelo branco por estar a 153 km/h só não levei a multa porque os policiais ficaram contentes de ver um ford corcel bem cuidado andando a essa velocidade, lógico eu fiquei com o cú na mão ainda podendo peder a carta mas os policiais foram legais e deixaram passar.
    corcel 1976 1.4 a gasolina 85 cv no documento!
    o segredo na minha opinião é saber acelerar, e cuidar da mecânica só isso já é o bastante, um carro não se faz sozinho, a peça atras do volante que faz a verdadeira diferença!!!!
    responde ai eu estarei aberto a debates.
  2. Viniguiarjazz says:
    legal !

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